Honrando o primeiro passo

ImagemTem aquele provérbio chinês que diz que uma longa caminhada começa sempre com o primeiro passo. Esta, aliás, é a primeira frase que coloco na lousa quando inicio um módulo de aulas – é um padrão. Aprendi isso com um professor chamado Alcides; não inventei, não criei.

Muitas coisas que faço vem de um aprendizado que, por conta da minha educação, coisa que aprendi com minha  família, hoje eu utilizo e me faz bem.

Uma coisa é dizer que aprendemos bons modos, educação fina ou até mesmo hábitos saudáveis com a família. A outra coisa é dizer que aprendemos o óbvio: andar, escrever, por exemplo. É, mas é sobre isso que vou dizer e há um bom motivo para isso.

Domingo, dia 13 de maio comemorou-se o Dia das Mães, oportunidade em que muitas pessoas se encontram com suas mães, entregam um presente, fazem uma declaração de amor, tiram fotos, almoçam juntos e, depois disso, tocam suas vidas.

Outros filhos, entretanto, não seguem esse ritual, seja porque não falam com suas mães por ter discutido, moram distante delas ou em última hipótese, não mais as tem no plano material – apenas na memória.

Com nossas mães aprendemos várias coisas, desde o estímulo da variação de temperatura corporal até a saborear a primeira refeição. Com as nossas mães aprendemos a andar e é sobre isso que tenho a dizer.

Andar é uma necessidade do ser humano pois somos seres caminhantes. Nos primórdios, o homem das cavernas tinha que correr atrás do seu alimento para poder sobreviver e olha que a coisa não era fácil como hoje que tem supermercado e geladeira para conservar.

O ato de caminhar é algo natural e o de correr tornou-se um esporte, que acumula adeptos a cada dia. Por outro lado, correr torna-se uma paixão esportiva e ninguém o obriga a fazê-lo. Nem o médico, nem a sua mãe o obriga a correr: as pessoas correm porque gostam.

Nesse último Dia das Mães eu participei de minha primeira corrida de rua. Uma corrida oficial cuja arrecadação é destinada ao GRAACC, que é um grupo de apoio ao adolescente e à criança com câncer. A prova era de 10km e eu a concluí com o mesmo ímpeto em que me preparei para ela – senti-me como num baile de gala, como um debutante.

Eu corri e corro por alguns motivos; posso elencar vários mas, particularmente esta prova, corri para homenagear alguém que esteve comigo por 47 anos e que há dois não participa mais deste mundo material. Ela que me ensinou a dar o primeiro passo e que, mesmo não ligada a esse tal que “provérbio chinês”, sempre me ensinou que não existe limites para o alcance dos meus objetivos.

Mãe, obrigado. Continuarei honrando o primeiro passo, o primeiro gesto, o primeiro exemplo, seja correndo, andando ou simplesmente vivendo como uma pessoa de bem.

Feliz.

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3 opiniões sobre “Honrando o primeiro passo”

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