50 anos de um cronista crônico

DSCF1651Adoro viver. Isso parece um chavão. E é. Mas, pensando bem, o que não é chavão, lugar-comum, bordão, repeteco? Será que é algo que não foi dito ainda? Achou pouco provável, porque tudo já foi dito, aliás, é bom dizer novamente porque o ser humano tem o hábito de esquecer. Alguns esquecem mais do que os outros, isso é verdade, e não é culpa do alemão, o tal do Alzeimer (outro chavão, pra não dizer “piada ruim”)
Dia desses eu me desfiz de cinquenta (por extenso parece ser bem melhor) anos de idade. Me desfiz porque eu tenho cinquenta a menos de vida. Se pegarmos aquelas estatísticas by IBGE, na média, faltam uns vinte e tantos para eu apitar na curva. Acho que até lá, pessoas como Evandro e Denise Moutinho já terão lido mais de uma centena de textos meus.
Preocupo não, como diz o baiano, ou melhor, me avecho não. A vida me ensinou que a idade está na nossa cabeça (este é um ótimo chavão e poderia ser, digamos, atribuído a Clarice Lispector ou Arnaldo Jabor… fica o self service). Eu faço musculação, corro e bebo. Regime? Não, muito obrigado. Médico? Sim, com destaque a uma frustrada visita ao urologista que teve uma longa conversa comigo; uns exames e depois… Ah depois disse que tava tudo bem. Respeitador o moço.
Livro já estou no sexto. Filho tenho duas (que valem por muitas!). Árvore, plantei mexerica, laranja, limão, ameixa, lichia, acerola, jabuticaba e um ipê branco. Aha! Pensou que eu ia dizer de um tubérculo de dimensões avantajadas né? Bom, esquece (a piada ruim II)!
Então, não me venham com aquela história que eu “já posso morrer”, que esta crônica está cheia de chavão e não vou tolerar que o meu leitor inteligente se abstraia desse momento. Sabe que o meu leitor é aquele que não se conforma quando na novela, a pessoa mora em apartamento e sempre alguém sobe no prédio sem avisar e dá um flagrante na cena. Porra! Cadê o segurança da Globo!
Ai que saudade que eu estava de escrever. Peguei a mania de fazer uma frase curta para economizar a paciência do meu leitor e fiquei órfão dos meus textos-desabafos. Desta minha insanidade incontida (quanto “in”, será que também vai ter uma incontinência?).
Para finalizar essa desenferrujada, quero deixar o meu melhor abraço aos leitores.
Você, que depois de ler isso vai sentir o que eu sinto:
Vida!

Abraços especiais à listinha que certamente terá a falta de algumas pessoas: Luciana, Tatiana, Evandro, Denise, Ana Paula, Cibele, Cibele, Monica Ki, Gabriele, Nadja, Kátia, Jairo, Liara, Cleide, Flaviane, Conceição, Vanessa, Tais, Aura, Beth, Felipe, Dani, Rose, Ricardo, Valéria, Mirelli, Monica, Ricardo, Natália, Silvia, Rogério, Liegem, Wesley, Clovis, Neide, Vanessa Renata, Carol, Gorete, Daniela, Leopoldina, Maurici, Cristiane, Flávia, Monike, Jandilisa, Islaine, Cecília, Omar, Marli, Amélia, Magali, Eliana…

Anúncios

Muito obrigado pela sua leitura.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s