Dois reais. Eu quero é mais

Dois reais num Nietzche no metrô, salvou o meu humor naquela tarde de sábado, pleno feriado de 7 de setembro, e bomba pra todo lado. 

Já não bastava de manhã dar uma corridinha num local bem próximo à avenida que estava passando a parada cívica, do qual a locutora aos berros, pedia para a população aplaudir toda a sorte de personagens que passavam por lá: – uma salva de palmas  para os caminhões de lixo…; vamos aplaudir os cortadores de grama; agora é a vez de saudarmos com caloroso aplauso os porteiros da prefeitura! Um saco.

Essa coisa de manifestante mascarado ser chamado de Black Bloc tá dando um nó na minha compreensão. Eles não querem nada, só quebrar banco e tacar fogo no lixo para atrapalhar a tropa. A polícia também não quer fazer nada com esse povo porque eles tem a seu favor o álibi do direito de manifestação. Se for preso, é preso político, se apanhar, é injusto. Se quebrar, é direito. Se não quebrar, não é manifestação. Ah, não vejo lógica nisso e não me interesso por este assunto. Só sei que os caras assustam ein. Vi uns na avenida Liberdade, com pedras e paus, ah, sai correndo. Go Forest, Go!!!!

Portanto, essas manifestações estão como disse Alberto Caeeiro, um dos dezenas de pseudonimos de Fernando Pessoa, “o mundo está aí não para entendermos, mas para olharmos e estarmos de acordo”. Eu ein.

Vou ficar com o Nietzche, Ecce Hommo de dois reais e quieto no meu canto.

 

 

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